segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Apartamento minimalista #1 - Sala de estar

Mudamos para o atual apartamento um dia antes de eu dar à luz. (Pausa para o leitor processar essa informação). A primeira noite que passamos lá foi também a primeira com nossa Cecília, depois da saída do hospital. Antes disso, morávamos com minha sogra. Tive de aprender a ser mãe e a administrar uma casa ao mesmo tempo. Já tínhamos o básico (eletrodomésticos, utensílios de cozinha e enxoval de cama e banho), mas era preciso terminar de mobiliar a casa.

A sala de estar (não me peçam para chamá-la de "living") passou meses sem sofá, tapete e rack. Improvisávamos com a poltrona de amamentação, algumas cadeiras dobráveis e uma mesa de plástico para apoiar a televisão. Nessa época, eu sonhava com sofás imensos, tapetes felpudos e um rack assinado por alguma loja de móveis planejados. Visitava mais sites de decoração que de minimalismo. Mas minha conta bancária era incompatível com esses planos, e eu nem sempre conseguia conciliar o trabalho de decoradora com o de lactante em livre demanda.

Uma parte de mim, contudo, só queria que aquilo acabasse. Como seria bom gastar dinheiro em viagens ao invés de "investir" naquele papel de parede super descolado. Era uma escolha simples, mas eu insistia em complicar. Que mesinha de centro combinaria melhor com a cor das paredes? Vale a pena pagar o valor de um salário mensal naquele lustre? O que fazer se a velha tv não combinar com o rack que comprarmos? Onde eu encontro um tapete que combine com nosso estilo?

O minimalismo respondeu a todas essas perguntas. Compramos um sofá confortável e encomendamos  um rack pela internet. Dispensamos tapetes e mesinhas laterais e de centro. O lustre adquirimos numa feira de artesanato. Colocamos alguns quadros na parede. E assim mobiliamos a sala. Não que tenha sido rápido. Demorou dois anos!

Gastamos muito menos do que havíamos imaginado. O dinheiro que sobrou foi muito bem "investido". Naqueles anos, levamos Cecília para conhecer o Rio de Janeiro, Nova York e Roma. Mas bom mesmo foi ter deixado de passar horas tentando descobrir qual luminária expressa melhor minha personalidade.

2 comentários:

  1. Oi, Raquel! Muito legal a sua jornada. É tão libertador descobrir que a gente não "tem de" (comprar móveis assinados ou ter tapetes gigantes) nada, né? Podemos escolher o que é mais importante para nós. Não tem preço =D.

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    Respostas
    1. Põe libertador nisso!!
      Obrigada pela visita, Lud :*

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